sábado, 25 de dezembro de 2010

Feliz Natal...!



O BONECO DE NEVE

Para Liesel Meminger, os primeiros estágios de 1942 poderiam ser resumidos assim:
Ela completou treze anos. Ainda tinha o peito chato. Não havia menstruado. O rapaz do porão estava agora em sua cama.

• PERGUNTA/RESPOSTA •
Como é que Max Vandenburg
foi parar na cama de Liesel?
Ele caiu.

As opiniões variaram, mas Rosa Hubermann afirmou que as sementes tinham sido plantadas no Natal do ano anterior.
O dia 24 de dezembro fora de fome e frio, mas houve uma grande vantagem — nada de visitas prolongadas. Hans Júnior estava simultaneamente atirando nos russos e dando continuidade a sua greve de interações familiares.
Trudy só poderia dar uma passada no fim de semana anterior ao Natal, por algumas horas. Ia viajar com a família para a qual trabalhava. Férias para uma classe muito diferente da Alemanha.
Na noite de Natal, Liesel levou de presente para Max um punhado duplo de neve.
— Feche os olhos — disse. — Estenda as mãos.
Assim que a neve foi transferida, Max estremeceu e riu, mas continuou sem abrir os olhos. Só fez dar uma provadinha rápida na neve, deixando-a derreter em seus lábios.
— Este é o boletim meteorológico de hoje?
Liesel parou a seu lado. Tocou-lhe delicadamente o braço. Ele tornou a levar a neve à boca.
— Obrigado, Liesel.
Foi o começo do melhor de todos os Natais. Pouca comida. Nenhum presente. Mas houve um boneco de neve no porão.
{A Menina que Roubava Livros - p. 283 e 284 - Markus Zusak}

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ser Fluminense...


Ser Fluminense é entender esporte como bom gosto. É ser leal sem ser boboca e ser limpo sem ser ingênuo. Ser Fluminense é aplicar o senso estético à vida e misturar as cores de modo certo, dosar a largura do grená, a profundidade do verde com as planuras do branco.

Ser Fluminense é saber pensar ao lado de sentir e emocionar-se com dignidade e discrição. É guardar modéstia, a disfarçar decisão, vontade e determinação. É calar o orgulho sem o perder. É reconhecer a qualidade alheia, aprimorando-se até suplantá-la.

Ser Fluminense não é ser melhor mas ser certo. Não é vencer a qualquer preço mas vencer-se primeiro para ser vitorioso depois. É não perder a capacidade de admirar e de (se) colocar metas sempre mais altas, aprimorando-se na busca! E jamais perder a esperança até o minuto final.

Ser Fluminense é gostar de talento, honradez, equilíbrio, limpeza, poesia, trabalho, paz, construção, justiça, criatividade, coragem serena e serenidade decidida.

Ser Fluminense é rejeitar abuso, humilhação, manha, soslaio, sorrateiros, desleais, temerosos, pretensão, soberba, tocaia, solércia, arrogância, suborno ou hipocrisia. É pelejar, tentar, ousar, crescer, descobrir-se, viver, saber, vislumbrar, ter curiosidade e construir.

Ser Fluminense é unir caráter com decisão, sentimento com ação, razão com justiça, vontade com sonho, percepção com fé, agudeza com profundidade, alegria com ser, fazer com construir, esperar com obter. É ter os olhos limpos, sem despeito, e claro como a esperança.

Ser Fluminense, enfim, é descobrir o melhor de cada um, para reparti-lo com os demais e saber a cada dia, amanhecer melhor, feliz pelo milagre da vida como prodígio de compreensão e trabalho, para construir o mundo de todos e de cada um, mundo no qual tremulará a bandeira tricolor.

{Arthur da Távola}

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Inveja - Mal Secreto


“A inveja é um vírus que se caracteriza pela ausência de sintomas aparente. O ódio espuma. A preguiça se derrama. A gula engorda. A avareza acumula. A luxúria se oferece. O orgulho brilha. Só a inveja se esconde”.

{Zuenir Ventura}

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Os Homens que não Amavam as Mulheres...

Lendo:

Prólogo
Sexta-feira 1º de Novembro
"Acontecia todos os anos, quase como um ritual. O homem que recebia a flor festejava naquele dia seus oitenta e dois anos. Ele abriu o envelope e retirou o papel de presente do embrulho. Depois pegou o telefone e digitou o número de um ex-inspetor de polícia que desde sua aposentadoria instalara-se na Dalecarlia, perto do lago Siljan. Os dois homens não só tinham a mesma idade mas haviam nascido no mesmo dia —o que, nessas circunstâncias, parecia irônico. O inspetor sabia que receberia esse telefonema após a passagem do carteiro por volta das onze da manhã, e tomava seu café enquanto aguardava. Nesse ano, o telefone tocou às dez e meia. Ele atendeu e foi direto ao assunto."
{Página: 7}

domingo, 24 de outubro de 2010

domingo, 17 de outubro de 2010

O Vento dos Morros Uivantes...

ele minha grande razão de viver. Se tudo morresse, mas ele ficasse, eu continuaria a existir. E, se tudo permanecesse e ele fosse aniquilado, o mundo inteiro se tornaria para mim uma coisa totalmente estranha. Eu não seria mais parte deste mundo. {...} Por isso não fales novamente de nossa separação. É impraticável."

Catherine, personagem de Emily Brontë
in O Vento dos Morros Uivantes

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Feliz Aniversário...!

Desde aquela manhã de terça feira, é tempo de saudade,
de não ter o abraço na hora certa, de não saber mais
o que você acharia dos assuntos da atualidade,
se iria gostar do meu novo emprego.
Desde aquela manhã tento reverter lembranças em sorrisos,
saudades em agradecimento, lágrimas em meu melhor.
Todo esse tempo sem você.
Mas prá mim, é como se fosse uma vida inteira.

Feliz Aniversário Pai!
Ainda sinto muitas Saudades...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A Menina que Roubava Livros...


"A pergunta é: qual será a cor de tudo nesse momento em que eu chegar para buscar você? Que dirá o céu?
Pessoalmente gosto do céu cor de chocolate. Chocolate escuro, bem escuro. As pessoas dizem que ele condiz comigo. Mas procuro gostar de todas as cores que vejo - o espectro inteiro. Um bilhão de sabores, mais ou mesmos, nenhum deles exatamente igual, e um céu para chupar devagarinho. Tira a contundência da tensão. Ajuda-me a relaxar."

{página: 10}

A Morte, personagem de Markus Zusak
in A Menina que Roubava Livros.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Eu Sou o Mensageiro...


"Vou te contar um pouco sobre minha vida.
Toda semana, pelo menos em algumas noites, eu jogo cartas.
E o que fazemos.
Jogamos um lance chamado Porre, que não tem nada de difícil e é o único jogo que a gente curte sem cair no bate-boca toda hora.
Tem o Marv, que nunca fecha a matraca, que fica lá sentado, tentando fumar charutos e curtir ao mesmo tempo.
Tem o Ritchie, que fica sempre na dele, exibindo uma tatuagemsupertosca no braço direito. Ele tira um gole de sua VB long-neck do inícioao fim e toca no bigodinho, que parece até que foi colado fio por fionaquela cara de moleque.
Tem a Audrey. Audrey sempre se senta de cara pra mim, bem naminha frente, não interessa o jogo. Ela tem cabelo amarelo, pernas finas, osorrisinho torto mais lindo do mundo, quadris enlouquecedores e se amarraem ver filmes. Ela também trabalha como taxista.
Daí vem eu.
Antes até de começar a entrar em detalhes sobre mim, acho melhor ir contando alguns outros fatos:
1.Quando tinha 19 anos, Bob Dylan já era veterano da noite do Greenwich Village, em Nova York.
2. Salvador Dalí já tinha pintado uma porrada de quadros
sensacionais e se rebelado quando fez 19 anos.
3. Joana D'Arc era a mulher mais procurada e caçada no mundo quando tinha 19 anos, tendo criado uma revolução.

Daí vem Ed Kennedy, também com 19 anos de idade...
Um pouco antes do assalto lá no banco, eu já estava fazendo um balanço geral de minha vida.
Taxista— pra conseguir este emprego, tive que mentir na idade. (É preciso ter no mínimo 20 anos.)
Não segue carreira nenhuma.
Não tem o menor respeito na comunidade."

{Trecho Extraído do Livro: Eu Sou o Mensageiro - Markus Zusak}

Sinopse: Venha conhecer Ed Kennedy. Dezenove anos. Um perdedor.
Seu emprego: taxista. Sua filiação: um pai morto pela birita e uma mãe amarga, ranzinza. Sua companhia constante: um cachorro fedorento e um punhado de amigos fracassados.
Sua missão: algo de muito importante, com o potencial de mudar algumas vidas. Por quê? Determinado por quem? Isso nem ele sabe.
Markus Zusak, autor do best-seller A Menina que Roubava Livros, nos fornece essas respostas bem aos poucos neste incomum romance de suspense, escrito antes do seu maior sucesso. O que se sabe é que Ed, um dia, teve a coragem de impedir um assalto a banco. E que, um pouco depois disso, começou a receber cartas anônimas. O conteúdo: invariavelmente, uma carta de baralho, um ou mais endereços e... só. Fazer o que nesses lugares? Procurar quem? Isso ele só saberá se for. Se tentar descobrir. E, com o misto de destemor e resignação dos mais clássicos anti-heróis, daqueles que sabem não ter mesmo nada a perder nesse mundo, é o que ele faz.
Ed conhecerá novas pessoas nessa jornada. Conhecerá melhor algumas pessoas nem tão novas assim. Mas, acima de tudo, a sua missão é de autoconhecimento. Ao final dela, ele entenderá melhor seu potencial no mundo e em que consiste ser um mensageiro

Palavra-Chave: Envolvente!!!

Editora: Intrinseca
Assunto: Literatura Estrangeira
ISBN: 9788598078298
Idioma: Português
Tipo de Capa: BROCHURA
Edição: 1
Número de Páginas: 320


Início: 27/09/2010
Término: 29/09/2010

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Eu Sou o Mensageiro...


s vezes as pessoas são bonitas.
Não pela aparência física.
Nem pelo que dizem.
Só pelo que são."

{página: 199}

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Eu Sou o Mensageiro...

Lendo:



"Noite de terça-feira. Chego do trabalho e pego as correspondências na caixa de correio - luz e gás - e de umas propagandas, tem um envelope pequeno. Jogo tudo na mesa e deixo pra lá. Meu nome está escrito com uns garranchos e fico curioso pra saber do que se trata. Vou para cozinha e preparo um sanduba, fico pensando em ir logo lá abrir o troço pra saber o que é. Só que acabo esquecendo.
Já é bem tarde quando resolvo abrir o envelope.
Passo a mão.
Sinto alguma coisa.
Sinto um negócio solto dentro do envelope quando rasgo pra ver o que é. A noite está fria, como em toda a primavera.
Eu tremo.
Vejo meu reflexo na tela da TV e na foto de minha família.
Porteiro ronca.
{...}

É um ás de ouros.
Na luz fraca de minha sala, seguro a carta com cuidado, como se ela fosse quebrar ou amassar na minha mão. Tem três endereços escritos na mesma letra do envelope. Leio devagar, com todo o cuidado. Tem uma vibe sinistra passando pelas minhas mãos. A vibe penetra no meu corpo e corre tudo, corroendo silenciosamente meus pensamentos.Leio:

Rua Edgar, nº 45, meia noite.
Avenida Harrison, nº 13, 18:00.
Rua Macedoni, nº 6, 5:30 da manhã."

{página: 28}

Obs.: Já tenho esse livro faz um tempinho (comprei em 2008), mas por motivos que eu não sei explicar não consegui dar continuidade a leitura, ficando guardado na minha estante todo esse tempo.

sábado, 25 de setembro de 2010

Resistência...


Paris, Páscoa, 13 de Abril de 1943
Meu diário termina em 13 de abril. Entretanto, minhas lembranças são tão claras que posso escrevê-las seguindo uma ordem rigorosa. Tudo está anotado em minha memória como se escrito em cadernos, tudo se encadeia, basta virar lentamente as páginas. Praticamente cada uma dessas páginas está ilustrada com uma imagem bárbara. Muitas mulheres, milhares e milhares de mulheres, viram as imagens que vou descrever. Foram, como eu, personagens quase insignificantes que povoaram essas ilustrações como um "acessório da História contemporânea". Meu testemunho será mais um entre tantos outros. Não terá senão uma qualidade: a Verdade, a Verdade absoluta. Minhas companheiras estão aí, elas sabem que as cores de que me sirvo para pintar essas imagens são propositalmente menos vivas que as naturais. Preferi assim. São imagens como as de antigamente, de Épinal ou de Órleans, mal pintadas, a cor escorrendo aqui e acolá.
Imagens sem arte, imagens reais...

{...}

Wanfried, 29 de Março de 1945
Temos a nítida sensação de viver as últimas horas de cativeiro. Devem ter dobrado a nossa dose de brometo, pois, apesar do nervosismo, dormimos com a cabeça deitada na mesa. Ninguém nos repreende. Pedem apenas para que fiquemos calmas. Não se fala mais em trabalho, fazemos o que queremos. Da janela do dormitório vemos as longas filas de refugiados, tanto civis quanto militares. Como eles passam muito ao longe, não dá para identificar o uniforme. Alguns grupos empunham uma bandeira branca. Pelo passo lento, percebe-se que estão todos cansados, exaustos. Somos solidárias, sentimos pena de todos esses homens que sofrem. Se ao menos pudéssemos fazer algo por eles! Nossos padrinhos de Schwelm talvez estejam na mesma estrada, em algum lugar, metade deles mortos de esgotamento.

{Trecho Extraído do Livro: Resistência - Agnès Humbert}

Sinopse: Mistura de diário e memória, Resistência foi publicado pela primeira vez em 1946 e é um relato surpreendentemente bem-humorado e irônico de Agnès Humbert. Após a invasão dos alemães em Paris, Agnès, historiadora da arte, resolve fundar junto com seus colegas do museu o primeiro movimento de resistência na capital francesa. Agnès e seus amigos faziam o que podiam: convocar pequenas greves estratégicas, retirar as moedas de circulação, distribuir um pequeno jornal que informava todas as ações do movimento e suas conseqüências. Até que os alemães a prenderam e a levaram para um campo de concentração. Lá os horrores da guerra a atingiram em cheio. Agnès decidiu resistir mais uma vez. E conseguiu.
Resistência é o testemunho vivo de uma época e suas questões, o depoimento pessoal de uma mulher forte que sempre soube que estava do lado da vida e da liberdade.

Palavra-Chave: Coragem!!! (Ou se vc preferir a palavra que define o livro é a mesma utilizada no título: Resistência!)

Editora: Nova Fronteira
Assunto: Biografias, Diários, Memórias & Correspondências
ISBN: 9788598078359
Idioma: Português
Tipo de Capa: BROCHURA
Edição: 1
Número de Páginas: 344


Início: 20/09/2010
Término: 25/09/2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Resistência...

Lendo:


Prefácio - Marina Colasanti

"{...}
Silenciosa força interior, isso é que têm as mulheres. Uma força discreta que, sem alarde, alimenta seus gestos de coragem e, tantas vezes, permite que conservem a cabeça erguida nas circunstâncias mais duras. Essa é a força que manteve Agnès viva e íntegra ao longo dos cinco anos de provações. E que ela nos entrega em seu diário, dizendo-se apenas um elemento pequeno em seu grupo de resistência. Lendo o que ela escreveu, entretanto, uma pergunta aflora, inevitável: seria mesmo justo considerá-la pequena?"

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A Herança de Ana Bolena...


TRÊS mulheres, UM SÓ prêmio:
a COROA da INGLATERRA."

"Deus sabe tudo e já decidiu que sou tão má, que devo morrer antes de completar 17 anos, é difícil entender qual o sentido de uma confissão.
Ele faz uma reverência é sai. Os soldados fazem uma reverência e fecham a porta. Olho pela janela os trabalhadores armando o cadafalso lá embaixo. Parece que concluirão o trabalho hoje à noite. Talvez esteja pronto amanhã.
É preciso dois deles para trazerem o tronco, resfolegando como se fosse pesado, e vários olhares de relance me são lançados como se eu fosse excêntrica pro precisar ensaiar. Na verdade, se tivessem sido rainha da Inglaterra como eu, quando ainda era uma menina, saberiam o conforto que é realizar as cerimônias de maneira correta. Não há nada pior no mundo do que não saber o que se deve fazer e parecer um bobo.
Ajoelho-me diante da coisa e abaixo a cabeça sobre ela. Não vou dizer que seja confortável, Experimento com a cabeça virada para o lado e, depois para o outro. Não muda muito uma ou outra direção, e nem a vista vai mudar, já que estarei com os olhos vendados, e por baixo da venda meus olhos estarão bem fechados, esperando como uma criança que isso não esteja acontecendo de verdade. A madeira é macia, fria sobre a minha bochecha quente.
Acho que realmente tenho que fazer isso.
Sento-me em meus calcacanhares e olho a maldita coisa. De fato, se não fosse tão terrível, eu riria. O tempo todo achei que tinha herdado a herança Bolena da graça, beleza e encanto, e por fim tudo o que acabei herdando foi isso: o tronco dela. Esta é a minha herança Bolena. Voilá: o tronco do carrasco.

{Trecho Extraído do Livro: A Herança de Ana Bolena - Philippa Gregory}

Sinopse: Em 1539, toda a corte dos Tudor encontra-se apreensiva. Henrique VIII está doente e envelhecido, com apenas um herdeiro, o pequeno Eduardo, de 3 anos de idade. O soberano inglês precisa de uma nova consorte. No entanto, as três mulheres que freqüentaram o leito real sofreram ao lado do poderoso monarca.
Interessado em estreitar as relações com a Alemanha - e, por extensão, alijar França e Espanha do tabuleiro político - Henrique VIII negocia um novo casamento, com Ana de Cleves, a qual conhece apenas por uma tela do pintor Hans Holbein. Escolhida para ostentar a coroa inglesa, a jovem consorte pressente que a corte mais se parece com uma armadilha prestes a se fechar a seu redor. Enquanto isso, Catarina Howard, dama de companhia de Ana de Cleves, tem a consciência de que sua beleza é notada por todos os homens da corte - e está disposta a seguir os passos da prima Ana Bolena e tomar o assento ao lado de Henrique VIII.
Porém, se há mulher que deseje o poder a qualquer custo, ela é Jane Bolena. Seu passado tem o gosto amargo da traição e morte. Viúva do irmão de Ana Bolena, viu o marido e a cunhada serem executados por traição. Agora, ela tem um único objetivo na vida: manipular o destino da nova rainha e ser, dos bastidores, a mulher mais poderosa da Inglaterra.

Palavra-Chave: Intrigas!!! (Daquelas que deixam a gente presa sem conseguir largar o livro...rs)

Editora: Record
Assunto: Literatura Estrangeira-Romances
ISBN: 9788501081001
Idioma: Português
Tipo de Capa: BROCHURA
Edição: 1
Número de Páginas: 459

Início: 01/09/2010
Término: 17/09/2010


Para Saber mais clique nos nomes:


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Amanhecer...


"Não tenha medo – murmurei. - Nós pertencemos um ao outro. De repente fui dominada pela verdade de minhas palavras. Aquele momento era tão perfeito, tão certo, que não havia duvidas. Seus braços me envolveram, apertando-me contra ele.
{...}
Eu tinha a sensação de que cada terminação nervosa do meu corpo era um fio desencapado.
- Para sempre - concordou ele."

Bella e Edward, personagens de Stephenie Meyer
in Amanhecer.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A Herança de Ana Bolena...


Ana, palácio de Richmond,
Julho de 1540

"Não consigo dormir. Passo a noite à janela, observando as primeiras claridades. Acho que será minha última noite na Terra, e lamento mais do que qualquer outra coisa, ter desperdiçado a minha vida. Passei o tempo todo obedecendo meu pai, depois ao meu irmão, desperdicei esses últimos meses tentando agradar ao rei, não valorizei a pequena centelha que sou eu, exclusivamente eu. Em vez disso, coloquei minhas vontades e meus pensamentos abaixo da vontade dos homens que mandam em mim. Se eu tivesse sido um gerifalfe, como meu pai me chamava, teria voado alto, me aninhado em locais solitários e frios, e flutuaria ao vento livre. Ao invés disso, fui como um pássaro em uma gaiola, sempre atado e às vezes encapuzado. Nunca livre, e às vezes, cego.
Deus é testemunha, se eu sobreviver a esta noite, esta semana, tentarei ser autêntica no futuro. Se Deus me poupar, tentarei honrá-lo sendo eu mesma; não sendo uma irmã ou uma filha ou uma esposa.

{página: 243}

Ana de Cleves, personagem de Philippa Gregory
in A Herança de Ana Bolena
.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A Herança de Ana Bolena...


Catarina, Norfolk House, Lambeth
Junho de 1540

"{...} Ajustam-me vestidos e murmuram, com a boca cheia de alfinetes, que sou a garota mais bonita, a mais sofisticada para quem já costuraram um corpete tão apertado. Curvam-se até o chão para levantar a bainha do vestido e dizem que nunca viram uma garota tão bonita, uma verdadeira rainha entre as garotas.
Adoro isso. Se eu fosse uma alma mais zelosa, mais circunspecta, sei que estaria preocupada com a minha pobre senhora, a rainha, com o que será dela, e o pensamento desagradável de que em breve me casarei com um homem que enterrou três esposas e talvez enterre a quarta, e que tem a idade para ser meu avô, assim como fede muito... mas não posso ser perturbada por tais preocupações. As outras esposas fizeram o que tinham de fazer, suas vidas terminaram como Deus e o rei quiseram; isso não significa nada para mim. Até mesmo minha prima Ana Bolena não é nada para mim. Não vou pensar nela nem no meu tio empurrando-a para o trono e depois para o cadafalso. Ela teve vestidos, sua corte, jóias. Teve seu tempo sendo a jovem mais bela da corte, teve seu tempo sendo a favorita de sua família e o orgulho de todos nós. E agora eu terei o meu."

{página: 231}

Catarina Howard, personagem de Philippa Gregory
in A Herança de Ana Bolena

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O Amor nos Tempos do Cólera...


"Acabou pensando nele como jamais imaginara que se pudesse pensar em alguém, pressentindo-o onde não estava, desejando-o onde não podia estar, acordando de súbito com a sensação física de que ele a contemplava na escuridão enquanto ela dormia, de maneira que na tarde em que sentiu seus passos resolutos no tapete de folhas amarelas da pracinha custou a crer que não fosse outro embuste de sua fantasia."

{Gabriel Garcia Marquez}

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A Herança de Ana Bolena...

Lendo:


Jane Bolena, Blicking Hall, Norfolk
Julho de 1539

ramos amigos das famílias mais eminentes da região, éramos os favoritos do rei, aparentados com a rainha. Éramos amados; éramos os Bolena, a família mais sofisticada e bela da corte. Ninguém era capaz de conhecer George sem desejá-lo, ninguém resistia a Ana, todos me cortejavam como passaporte para obter sua atenção. George era estonteante com seus cabelos e olhos escuros, sempre montado nos mais belos cavalos, sempre ao lado da rainha. Ana estava no auge de sua beleza e inteligência, tão sedutora quanto mel escuro. E eu estava sempre com eles."

{Página: 7}

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Bobo da Rainha...


Em um tempo no qual
INOCENTES eram QUEIMADOS
Como
HEREGES,TRAIR a coroa era desafiar a MORTE.

“O mesmo espelho que tínhamos usado antes estava encostado na parede, uma mesa na frente sustentava uma tábua de cera com sinais estranhos impressos. Uma vela ardia diante do espelho e ele colocara outra no lado oposto, de modo que a impressão era haver inúmeras velas desaparecendo a uma distância infinita, além do mundo, além do sol e da lua e dos planetas, como me havia mostrado em seu modelo circular móvel. Não até o céu, mas no escuro absoluto, onde finalmente estaria mais escuro do que a chama das velas, onde seria a treva e nada mais.

Respirei fundo para afastar o medo e sentei-me diante do espelho. Ouvi sua prece ser murmurada e repeti: “Amém.” Então olhei fixo para a escuridão do espelho.

Ouvi a mim mesma falando, mas não consegui distinguir as palavras. Ouvi o ruído da pena enquanto anotava o que estava dizendo. Ouvi a mim mesma recitando uma série de números e, depois, proferindo palavras estranhas, como uma poesia impetuosa que tinha ritmo e uma beleza própria. Mas não em inglês: “Haverá uma criança, mas nenhuma criança. Haverá um rei, mas nenhum rei. Haverá uma virgem completamente esquecida. Haverá uma rainha, mas não virgem.”

- E Lord Robert Duddley? – sussurrou John Dee.
- Terá a capacidade de um príncipe que mudará a história do mundo – respondi em um sussurro. – E morrerá, amado por uma rainha, seguro em sua cama.”

{Trecho Extraído do Livro: O Bobo da Rainha - Philippa Gregory}

Sinopse: Hannah, uma jovem que possui o dom da vidência, ingressa na traiçoeira corte dos Tudor para espionar a princesa Mary, primeira filha de Henrique VIII, a pedido do ambicioso Robert Dudley. Dividida entre a paixão por Dudley e o seu dever, Hannah encontra em Mary uma mulher ardorosamente católica, cujo maior objetivo é restaurar a verdadeira fé do povo. Ao mesmo tempo, sua meia-irmã, a futura rainha Elizabeth, observa seus erros e reza por sua morte. Conforme a rivalidade entre as princesas se desenrola em um palco de conflitos e paixões, Hannah deve encontrar um caminho para atravessar uma época na qual professar a religião errada representava uma sentença mortal.

Palavra-Chave: Inesquecível!!! (Hannah Green passou a fazer parte da lista dos meus personagens favoritos)

Editora: Record
Assunto: Literatura Estrangeira-Romances
ISBN: 9788501082800
Idioma: Português
Tipo de Capa: BROCHURA
Edição: 1
Número de Páginas: 532

Início: 23/08/2010
Término: 31/08/2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O Bobo da Rainha...


"Não sabia que ser rainha me causaria ainda mais sofrimento do que ser princesa. Não sabia que ser uma rainha virgem, como eu, significa estar eternamente em perigo, eternamente assombrada pelo medo do futuro e eternamente só. E pior do que tudo: eternamente sabendo que nada do que faço vai durar."

{página: 166}

Rainha Mary I, personagem de Philippa Gregory
in
O Bobo da Rainha

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O Bobo da Rainha...

Lendo:
“Fugíamos da Inquisição há tanto tempo que era quase impossível esperar ter chegado num porto seguro. Fugimos na noite em que minha mãe foi julgada culpada de ser judia – uma falsa cristã, uma “marrano” - pelo tribunal eclesiástico, e já estávamos longe quando a entregaram a um tribunal civil para ser queimada viva. Fugimos como um par de Judas Iscariotes, desesperados para salvar as nossas próprias peles, embora meu pais dissesse, mais tarde, repetidas vezes, com lágrimas nos olhos, que nunca conseguiríamos salvá-la. Se tivéssemos permanecido em Aragão, teriam vindo nos buscar também, e nós três teríamos morrido, em vez de dois se salvarem. Quando jurei que preferia ter morrido a viver sem ela, replicou, bem devagar e com tristeza, que eu ainda aprenderia que a vida era a coisa mais preciosa de todas. Que um dia entenderia que ela teria dado, com prazer, a própria vida para salvar a minha.”

{página: 13}

~ O Bobo da Rainha – Philippa Gregory ~

Dedicatórias...


"Para meu Querido Loren,
o único homem
que sempre amei.
Libby"


Quem ama ler costuma ter uma relação bem pessoal com os livros. Podemos até dizer que trata-se de uma relação afetuosa. Quem nunca anotou um pensamento entre as linhas de uma frase marcante? Também é delicioso ganhar livros de presente com dedicatórias carinhosas. Pois bem, o site The Book Inscriptions Project mostra livros com algo escrito à mão pelo dono.


O site é uma espécie de voyeur literário: ficamos sabendo de um pedacinho da vida (e/ou dos sentimentos) por conta daquilo que escreveram em seus livros.
A ideia do projeto começou quando o idealizador, que se identifica como Shaun, abriu um livro aleatório de um bar em Nova York. Havia um bilhete de amor, mas o contexto era indefinido, assim como o sexo das duas pessoas. Pronto: esse foi o estopim para o site.


Quem sabe você não se anima e manda uma cópia de um livro esquecido na estante com aquela dedicatória antiga…





domingo, 22 de agosto de 2010

A Última Música...


Steve

A vida, entendeu, era bem parecida com uma música.
No começo, há mistério e no final confirmação, mas é no meio que reside a emoção e faz com que a coisa toda valha a pena.
Pela primeira vez em meses, não sentiu dor alguma; pela primeira vez, em anos, obteve resposta às suas perguntas. Ao ouvir a música que Ronnie havia composto, a música que Ronnie havia aperfeiçoado, fechou seus olhos sabendo que tinha terminado a sua busca pela presença de Deus.
Finalmente, havia entendido que a presença de Deus está em todo lugar, em todos os momentos, e é sentida, em um momento ou outro, por todas as pessoas. Estava nos momentos em que havia trabalhado com afinco na janela com Jonah. Estava ali e agora, enquanto sua filha tocava aquela música; a última que iriam partilhar. Em retrospectiva, perguntou-se como tinha deixado de perceber algo tão incrivelmente óbvio.
Deus, entendeu subitamente, era o amor em sua mais pura forma, e, nesses últimos meses com seus filhos, tinha sentido Seu toque com a mesma certeza de que ouvia a música saída pelas mãos de Ronnie.

Sinopse: Mais uma vez Nicholas Sparks nos mostra porque é considerado o mestre do romance moderno e porque seus livros são adorados por leitores de todo o mundo. Seguindo a tradição de seus mais belos romances, ele agora nos apresenta uma comovente história sobre família, amizade, amor, amadurecimento e especialmente sobre como perdoar e recomeçar.
Aos dezessete anos, Verônica Miller, ou simplesmente Ronnie, vê sua vida virar de cabeça para baixo, quando seus pais se divorciam e seu pai decide ir para a praia de Wrightsville, na Carolina do Norte. Três anos depois, ela continua magoada e distante dos pais. Entretanto, sua mãe decide que seria melhor os filhos passarem as férias de verão com o pai na Carolina do Norte.
O pai de Ronnie, ex-pianista, vive tranquilamente na cidade costeira, absorto na criação de uma obra de arte que será a peça central da igreja local. Ressentida e revoltada, Ronnie rejeita toda e qualquer tentativa de aproximação do pai e ameaça voltar para Nova York antes do verão acabar. É quando Ronnie conhece Will, o garoto mais popular da cidade, e conforme vai baixando a guarda, começa a apaixonar-se profundamente por ele, abrindo-se para uma nova experiência que lhe proporcionará uma imensa felicidade e dor jamais sentida.
Uma história inesquecível de amor, carinho e compreensão. O primeiro amor, o amadurecimento, a relação entre pais e filhos, o recomeço e o perdão - A Última Música demonstra, como só Nicholas Sparks consegue, as várias maneiras que o amor é capaz de partir e curar seu coração.

Opinião: Clichê!!! (Achei previsivel demais...)

Editora: Novo Conceito
Assunto: Literatura Estrangeira-Romances
ISBN: 9788563219077
Idioma: Português
Tipo de Capa: BROCHURA
Edição: 1
Número de Páginas: 400
Início: 04/08/2010
Término: 22/08/2010

sábado, 21 de agosto de 2010

A Menina que Roubava Livros...


“Muitos seres humanos.
Muitas cores.

São disparadores dentro de mim. Torturam minha memória. Vejo-os em suas pilhas altas, todos trepados uns por cima dos outros. O ar parece feito de plástico, um horizonte como cola poente. Existem céus fabricados pelas pessoas, perfurados e vazantes, e há nuvens macias, cor de carvão, que pulsam como corações negros.
E depois.
Vem a morte.
Abrindo caminho por aquilo tudo.
Na superfície, imperturbável, resoluta.
Por baixo, abatida, desatada, desfeita.”

{A Menina que Roubava Livros - p.222}

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Desktop...


Cena do Filme: Amor e Inocência.
Clique Aqui, para ler a sinopse (eu AMO esse filme - rs).

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O Amante da Virgem


Um jovem ARISTOCRATA...
Um CORAÇÃO DIVIDIDO
entre o COMPROMISSO com uma SÚDITA
e a PAIXÃO por uma RAINHA...
“Foi uma procissão perfeita para a cerimônia religiosa perfeita. Elizabeth recebeu a coroa na cabeça, o ungüento na testa, e a orbe e o cetro da Inglaterra, o bispo de Carlisle oficiou na agradável convicção de que em alguns meses celebraria o casamento dela com o mais devoto rei católico em toda a cristandade. E após a cerimônia de coroação, o próprio capelão da rainha celebrou a missa sem erguer a hóstia.
Elizabeth saiu da sombria abadia para um clarão de luz e ouviu o branido da multidão a saudá-la. Passou pelo meio dela para todos a vissem. Era uma rainha que faria concessões a qualquer um, o amor deles por ela era um bálsamo pelos anos de negligência.
No jantar da coroação sua voz perdeu-se na garganta apertada, o rubor nas faces devia-se a uma febre que subia, mas nada a teria feito sair cedo. (...) a sobrinha deixara de ser uma criminosa suspeita e passara a ser a própria Legisladora...”

{Trecho Extraído do Livro: O Amante da Virgem – Philippa Gregory}

Sinopse: Um retrato encantador da rainha Elizabeth I, conhecida como a Rainha Virgem. Coroada aos 25 anos de idade, deparou-se com um reino em ruínas e um exército desmoralizado. Para recuperá-los, contou com a ajuda do cavaleiro sir Robert Dudley. Um romance soberbo cujas descrições transportam o leitor à Inglaterra do século XVI.

Opinião: Determinação!!! (Vemos aos poucos uma mulher frágil virar uma defensora de seu trono.)

Editora: Record
Assunto: Literatura Estrangeira
ISBN: 8501073725
Idioma: Português
Tipo de Capa: BROCHURA
Edição: 1
Número de Páginas: 448

Lido em Maio de 2008

(Ansiosa para ler: O Bobo da Rainha e A Herança de Ana Bolena - rs)

sábado, 7 de agosto de 2010

O Caçador de Pipas...


"Tinha sido apenas um sorriso, e nada mais. As coisas não iam se ajeitar por causa disso. Aliás, nada ia se ajeitar por causa disso. Só um sorriso. Um sorriso minúsculo. Uma folhinha em um bosque, balançando com o movimento de um pássaro que alça vôo. Mas me agarrei a aquilo. Com os braços bem abertos. Porque, quando chega a primavera, a neve vai derretendo floco a floco, e talvez eu tivesse simplesmente testemunhado o primeiro floco que se derretia. "

{O Caçador de Pipas - Khaled Housseini}

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Orgulho e Preconceito...


"A vaidade e o orgulho são coisas diferentes, embora as palavras sejam frequentemente usadas como sinônimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho relaciona-se mais com a opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade, com o que desejaríamos que os outros pensassem de nós."

{Jane Austen}

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Escola dos Sabores...


"O momento de que Lillian mais gostava era aquele, logo antes de acender as luzes. De pé no vão da porta da cozinha, com o ar encharcado de chuva atrás de si, deixava os aromas vir até ela: a pungência do fermento fresco, o cheiro adocicado de terra do café e o odor do alho, que ficava mais suave com o passar do tempo. Por baixo deles, surgiam os toques mais suaves, difíceis de serem percebidos, de carne fresca, tomate, melão e alface lavada. Lillian respirava fundo, sentindo os cheiros se agitarem e invadirem seu corpo, ao mesmo tempo que procurava detectar algum que pudesse sugerir uma laranja podre no fundo de uma pilha ou revelar que a subchefe continuava dobrando a medida de curry nos pratos. E continuava mesmo. A moça era filha de uma amiga bastante hábil com facas, mas, em alguns dias, Lillian pensava com um suspiro, lidar com ela era como tentar ensinar um vendaval a ser sutil.
Mas era segunda-feira à noite. Nada de subchefes, nada de clientes em busca de conforto ou celebração. Era segunda-feira, noite de aula de culinária.
Após sete anos lecionando, Lillian sabia como os alunos chegariam para o primeiro dia de curso – passariam pela porta, sozinhos ou em grupos de dois ou três, formados de improviso no caminho que levava ao restaurante quase às escuras, mantendo a conversa nervosa e em voz baixa, comum entre desconhecidos que em pouco tempo iriam tocar a comida um dos outros. Uma vez na cozinha, alguns se aproximariam dos colegas, ensaiando os primeiros passos em direção a um vínculo, enquanto outros passeariam por ali, alisando com os dedos panelas de cobre ou pegando uma pimenta vermelha reluzente, como crianças atraídas pelos enfeites mais baixos de uma árvore de Natal.
Lillian adorava observar os alunos nessa hora: elementos que se tornariam mais complexos e intrigantes à medida que se misturassem uns com os outros, mas cujas essências, agora no início, claramente se distinguiam naquele ambiente pouco familiar.
{...}

O momento e o motivo seriam diferente para cada um, e era aí que estava o fascínio. Não existem dois temperos com o mesmo efeito.
A cozinha estava pronta. As compridas bancadas de aço inox se estendiam à sua frente, espaçosas e calmas no ambiente escuro.Lillian soube sem precisar olhar que Robert havia recebido a encomenda de legumes e verduras do fornecedor que só fazia entregas as segundas-feiras e que Caroline ficara vigiando o magrelo e engraçadinho Daniel até que terminasse de esfregar o piso e lavar com a mangueira, do lado de fora, os grossos tapetes pretos de borracha até ficarem reluzentes. Do outro lado da porta de vaivém, no extremo oposto da cozinha o salão de jantar estava pronto, um espaço tranqüilo, ocupados por mesas cobertas de toalhas de linho branco engomadas, com guardanapos dobrados em triângulos em cada lugar. Mas esta noite ninguém usaria o salão. Apenas a cozinha importava.
Lillian esticou os dedos uma vez, outra vez, e acendeu a luz.”

{Trecho Extraído do Livro: Escola dos Sabores – Erica Bauermeister}

Sinopse: Todos os meses, na primeira segunda-feira à noite, a cozinha do restaurante de Lillian se transforma na Escola dos Sabores. Ali, um grupo de oito alunos se reúne para aprender deliciosas receitas. Ou pelo menos é isso que esperam que aconteça.
Ainda criança, Lillian descobriu sua paixão pela culinária e o poder que a comida tem de transformar e curar a vida das pessoas. Por isso, sempre que inicia uma nova turma, ela observa os alunos atentamente, em busca de sua verdadeira motivação para estar ali.
A cada aula, ela lhes apresenta um novo desafio: nada de receitas tradicionais, com quantidades definidas e descrição do modo de preparo. Em vez disso, coloca diante deles apenas alguns ingredientes essenciais e os convida a fechar os olhos e se deixarem levar pelos sentidos.
À medida que os pratos são preparados, o grupo mergulha num mar de sensações. O cheiro delicioso de um bolo no forno remete à infância num país distante e faz lembrar os momentos mais felizes e os mais difíceis de uma união de longa data. Uma pitada de orégano no molho de macarrão traz de volta uma triste história de amor. A firmeza de um tomate maduro desperta a coragem de se libertar.
Cada tempero, aroma e textura exerce um efeito mágico diferente sobre os alunos. Com o correr dos meses, eles têm a oportunidade de olhar para dentro de si mesmos e de conhecer uns aos outros. Ao fim do curso, terão descoberto muito mais do que os segredos da cozinha: paixões, vocações e amizades.
Escola dos sabores é uma história comovente sobre o que de fato importa na vida. Você vai saborear cada capítulo e, depois de ler este livro, nunca mais fará uma refeição como antes.
Opinião: Para ser saboreado.
O livro superou minhas expectativas. Achei a história tão delicada e doce que li de uma vez só. É no curso de culinária, que acontece na segunda-feira à noite de cada mês no restaurante da chef Lillian, que oito pessoas se encontrarão para aprender a cozinhar. Cada uma delas com um motivo diferente para estar lá, cada uma com sua história, com suas dores.
À medida que as aulas se passam, vamos conhecendo cada uma das personagens e cada um deles encontrará nas refeições, no preparo cuidadoso dos alimentos, aquilo que seu coração precisa.
Um livro que fala dessa arte que requer tanta sensibilidade quanto escrever que é a culinária e que, feito mágica, consegue aquecer o coração das pessoas. Uma história que fala de amizades, de superação, de encontros e reencontros, de se descobrir outra vez depois de muito tempo. Uma história de pessoas reais, que nos presenteia com o universo encantado de uma cozinha, com seus aromas que trazem lembranças, com suas texturas que lembram sensações, com sabores que nos enchem de vida.
Livro para quem acredita no poder que os alimentos preparados com carinho têm para aproximar pessoas, curar dores da alma e aquecer corações.
Recomendo principalmente para quem gosta de fazer mágica na cozinha e aquecer corações

Editora: Sextante
Assunto: Literatura Estrangeira-Romances
ISBN: 9788599296660
Idioma: Português
Tipo de Capa: BROCHURA
Edição: 1
Número de Páginas: 224


Início: 02/08/2010
Término: 03/08/2010

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Escola dos Sabores...


"Mas a verdade é que, se vocês viverem sempre em contato com os próprios sentidos, se viverem devagar, com atenção, se usarem os olhos, os dedos e as papilas gustativas, nunca irão precisar de um cartão pra fazê-los lembrar que existe romance."

{página: 182}


Liliian, personagem de Erica Bauermeister
in Escola dos Sabores.

Escola dos Sabores...


"Lillian, o coração de cada pessoa tem seu próprio jeito de se abrir. Cada cura será diferente... mas existem coisas que todos nós precisamos. Antes de mais nada, precisamos nos sentir seguros."

{página: 25}

Abuelita, personagem de Erica Bauermeister
in Escola dos Sabores

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Escola dos Sabores...

Lendo:


Com o passar dos anos, à medida que as habilidades de Lillian foram se aprimorando, ela aprendeu outras lições culinárias inesperadas. Observou como a massa sovada de mais se transformava em pão duro que produzia humores semelhantes. Viu como biscoitos macios e quentinhos satisfaziam a uma necessidade humana diferente daquela atendida pelos biscoitos crocantes e frios. Quanto mais cozinhava, mais passava a ver os temperos como transmissores de emoções e de lembranças dos lugares de onde vinham e que haviam percorrido ao longo dos anos. Descobriu que as pessoas pareciam reagir de forma bem semelhante à que reagiam uma às outras, relaxando instintivamente como alguns, estremecendo numa espécie de rigor mortis emocional diante de outros."

{página: 16}




sexta-feira, 30 de julho de 2010

Um Hotel na Esquina do Tempo...


O Hotel Panamá (1986)
O velho Henry Lee contempla, hipnotizado, a enorme comoção diante do Hotel Panamá. O que começou como um punhado de transeuntes curiosos apreciando uma equipe de repórteres transformou-se agora num pelotão educado de compristas, turistas e uns tantos meninos de rua de aparência punk, todos tentando descobrir o motivo de tamanha confusão. No meio da multidão está Henry, as sacolas de compras esquecidas nas mãos. É como se acordasse de um sonho a muito esquecido. Um sonho que teve uma vez quando era menino.
Ele visitou o antigo marco de Seattle duas vezes na vida. A primeira aos doze anos, nos idos de 1942 - "os anos da guerra", como gostava de chamar. Até então, o velho hotel de solteiros funcionava como um portal que separava Chinatown e Nihonmachi, o bairro japonês de Seattle. Dois postos avançados de um conflito do velho mundo - onde imigrantes chineses e japoneses raramente se falavam, embora os filhos nascidos nos Estados Unidos costumasse brincar juntos de chutar latas nas ruas. O hotel sempre foi um ótimo ponto de referência. Um lugar perfeito para encontros - onde ele encontrou no passado o amor da sua vida.
A segunda vez foi hoje. Estamos em 1986. Quarenta e quantos anos depois? Henry parou de contar os anos à medida que os arquivava na memória. Afinal viveu toda uma vida entre essas duas visitas.
{...}

A nova dona do hotel explicou que encontrara no porão os pertences de trinta e sete famílias japonesas, que, supunha, haviam sido perseguidas e levadas embora. Os pertences escondidos nunca foram reclamados - eram uma cápsula do tempo, dos anos da guerra.
Henry observou em silêncio quando um pequeno arsenal de engradados de madeira e malas de couro foi trazido para cima e viu a multidão apreciar, maravilhada, os objetos um dia preciosos neles contidos: um vestido branco de primeira comunhão, castiçais de prata oxidados, uma cesta de piquenique - objetos empoeirados, intocados durante mais de quarenta anos. Guardados para dias melhores que jamais viriam.
Quanto mais pensava nas bugigangas velhas, nos tesouros esquecidos, mais Henry se perguntava se o seu coração partido poderia ter ficado ali, escondido entre os pertences de um hotel condenado. Perdidos, mas jamais olvidados.

{Trecho Extraído do Livro: Um Hotel na Esquina do Tempo - Jamie Ford}

Sinopse: O primeiro romance de Jamie Ford aborda os conflitos de longa data entre pai e filho, a beleza e a tristeza do que aconteceu com os nipo-americanos em Seattle durante a Segunda Guerra Mundial e a intensidade do amor profundo e sincero. Uma estréia notável, ao mesmo tempo amarga e doce.
Ambientado nos Estados Unidos, em uma época que o mundo sofria as conseqüências da Segunda Guerra Mundial, 'Um hotel na esquina do tempo' é um romance sobre compromisso e esperança. O poder da generosidade e do perdão mostra que o amor pode vencer qualquer obstáculo

Opinião: Separados por causa de sua etnias e dos preconceitos que surgiram sobre isso durante a segunda guerra mundial. Henry tem suas emoções expostas e volta ao passado nos brindando com uma linda história de amor. Vale a pena!

Editora: Nova Fronteira
Assunto: Literatura Estrangeira-Romances
ISBN: 9788520921821
Idioma: Português
Tipo de Capa: BROCHURA
Edição: 1
Número de Páginas: 368


Início: 26/07/2010
Término: 30/07/2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Um Hotel na Esquina do Tempo...


"Mesmo com o barulho da música, Henry reconheceu a voz dela. Olhou ao redor, examinou a multidão, perdido, até localizá-la sentada num morrinho gramado. Henry subiu a ladeira, suando nas mãos.
Ela pôs de lado um caderninho e ergueu os olhos sorrindo:
- Henry, o que você está fazendo aqui?
- Ai de qui teu...
As palavras lhe rolaram da língua com suavidade de um trator. Ele sentiu o suor brotar na testa. E as palavras? Como era mesmo o resto?
- Oi rechide...so.
A expressão de Keiko congelou num sorriso de surpresa, interrompido apenas por um ocasional piscar de olhos.
- O que você disse?
Respire, Henry. Respire fundo. Outra vez.
- Oai deki te ureshie desu!
As palavras que significavam "Tudo bem com você, linda? em japonês, saíram de forma perfeita! Consegui!
Silêncio.
- Henry, eu não falo japonês.
- O quê?... - reagiu o jovem admirador chinês a menina nipo-americana.
- E. Não. Falo. Japonês. - repetiu Keiko, antes de cair na gargalhada."

{página:46}

...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Brida...

Uma Oração:


"Somos seres humanos e desconhecemos a nossa grandeza, Senhor. Dai-nos a humildade de pedir o que precisamos, Senhor, porque nenhum pedido é fútil. Cada qual sabe com o que alimentar a sua alma; dai-nos coragem de olhas nossos desejos como vindos da fonte de Tua eterna Sabedoria. Só aceitando nossos desejos é que podemos ter uma idéia de quem somos, Senhor.
Amém."


{página: 112}

...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sussurro...


"Dabria disse que você caiu por causa de uma garota. - Odiei a mim mesma por sentir as dores irracionais do ciúme. Não era hora de pensar em mim. Aquilo deveria ser um interrogatório. - O que aconteceu?
- Eu queria desesperadamente que Patch deixasse transparecer qualquer sinal de seus pensamentos, mas os olhos eram negros e frios, as emoções, completamente ocultas.
- Ela envelheceu e morreu.
- Deve ter sido duro pra você - retruquei.
Ele esperou que se passassem alguns segundos antes de responder. O tom de voz era tão baixo que cheguei a estremecer.
- Você quer que eu seja franco, então serei. Vou lhe contar tudo. Quem eu sou e o que fiz. Todos os detalhes. Vou revelar tudo, mas você terá que perguntar. Vai ter que querer saber. Você pode ver quem fui, ou pode ver quem sou agora. Não sou bom - disse ele, penetrando-me com aquele olhar que absorvia toda a luz e nada refletia -, mas já fui pior.
Ignorei o bolo no estômago e falei:
- Pode me contar.
- Na primeira vez que a vi, eu ainda era um anjo. Fui tomado imediatamente por um desejo de possuí-la. aquilo me deixou enlouquecido. Eu nada sabia sobre ela, a não ser que faria qualquer coisa para me aproximar. Observei-a por um tempo e então pus na cabeça que se descesse à Terra e possuísse o corpo de um humano eu seria expulso do céu e me tornaria humano. O problema é que eu nada sabia sobre o Cheshvan. Desci em uma noite de agosto, mas não consegui possuir o corpo. Ao voltar para o céu fui detido por uma hoste de anjos vingadores que me arrancou as asas. Jogaram-me do céu. Imediatamente soube que algo estava errado. Quando olhava para os humanos, tudo o que conseguia ver era um desejo insaciável de estar dentro de seus corpos. Perdi todos os poderes, era uma criatura fraca e patética. Não era humano. Era apenas um decaído. Percebi que tinha desistido de tudo assim, sem mais nem menos. Durante todo esse tempo odiei-me por isso. Pensei que tivesse desistido de tudo por nada. - Seus olhos se concentraram estranhamente em mim, deixando-me com a sensação de estar transparente. - Mas se eu não tivesse caído, não a teria conhecido."

{Trecho Extraído do Livro: Sussurro/Hush Hush - Becca Fitzpatrick}

Sinopse:


" Um juramento sagrado, um anjo caído, um amor que não deveria existir "

Sinopse: Entrar em um relacionamento não estava nos planos de Nora Grey. Pelo menos até a chegada de Patch. Seduzida por seu sorriso despretensioso e pelo olhar que parece enxergar através dela, Nora se sente incapaz de pensar com clareza.
É quando uma sucessão de acontecimentos assustadores começa a cercá-la. Enquanto isso, Patch parece surgir em todos os lugares e mostra que sabe absolutamente tudo sobre sua vida. É impossível decidir entre atirar-se nos braços dele ou fugir do perigo que o ronda.
Na busca de respostas, Nora se aproxima de uma verdade ainda mais avassaladora que seus sentimentos por Patch. De repente, ela está no centro da eterna batalha travada entre anjos caídos e seres imortais - e quando chegar a hora de escolher um dos lados, a decisão errada poderá custar sua própria vida.

Opinião: Um livro bem interessante que consegue prender. Apesar da sinopse mostrar que o tema se baseia na história de amor de uma mortal e um anjo caído, o livro está longe de ser meloso. Cheio de mistério, suspense e aventura, faz a gente querer ler logo o proximo volume. Eu gostei!


Editora: Intrinseca
Assunto: Literatura Estrangeira-Romances
ISBN: 9788598078786
Idioma: Português
Tipo de Capa: BROCHURA
Edição: 1
Número de Páginas: 264

Início: 14/07/2010
Término: 21/07/2010

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Sussurro - Hush, Hush...

Lendo:
"Os olhos de Patch eram como órbitas negras. Absorviam tudo e não devolviam nada. Não que eu quisesse saber mais sobre ele. Se não gostei do que vi por fora, duvidava de que fosse gostar do que espreitava lá no fundo.
O único porém é que isso não era bem a verdade. Eu adorei o que vi. Músculos longos e esguios nos braços, ombros largos, mas relaxados, e um sorriso que era meio debochado, meio sedutor. Estava difícil convencer a mim mesma de que deveria ignorar algo que já começava a parecer irresístivel."

Nora Grey, personagem de Becca Fitzpatrick
in
Sussurro - Hush Hush




Para Saber Mais Clique Aqui!

Querido John...


"Acho que devo explicar por que pulei no mar para recuperar a bolsa. Não pensei que ela me veria como algum tipo de herói, não queria impressioná-la, nem mesmo me importava quanto dinheiro ela havia perdido. Tinha a ver com a vivacidade do seu sorriso e o calor de sua risada. Enquanto mergulhava na água, já sabia o quão ridícula fora minha reação, mas aí já era tarde demais. Toquei na água, mergulhei e emergi. Quatro rostos me olhavam do parapeito. O camiseta-rosa ficou positivamente irritado.
“Onde está?”, gritei para eles.
“Ali!”, a morena gritou. “Acho que ainda consigo ver. Está afundando...”
Demorei um minuto para localizar a bolsa enquanto o sol caía, e as ondas do mar faziam seu melhor para levar-me de volta ao píer. Nadei até a lateral e ergui a bolsa acima da água o máximo que pude, embora ela já estivesse ensopada. A maré tornou minha volta à costa mais fácil do que eu temia, e às vezes eu olhava para cima e via quatro pessoas acompanhando meu percurso.
Finalmente, senti o fundo e segui para fora da arrebentação. Chacoalhei o cabelo para tirar a água, atravessei a areia e os encontrei na metade da praia. Estendi a bolsa.
“Aqui está.”
“Obrigada”, disse a morena, e quando seus olhos encontraram os meus, senti um clique, como uma chave destravando um cadeado. Acredite, não sou romântico. Embora já tenha ouvido muito sobre amor à primeira vista, nunca acreditei nisso, e ainda não acredito. Mesmo assim, havia algo ali, real e reconhecível, e eu não conseguia desviar o olhar.
De perto, ela era mais bonita do que eu notara de primeira, mas sua beleza tinha menos a ver com as feições do que com seu jeito de ser. Não era apenas a ligeira abertura entre os dentes, mas também a forma casual com que ela ajeitava uma mecha de cabelo rebelde, sua postura solta.
“Você não tinha que ter feito isso”, disse ela com a voz um tanto maravilhada. “Eu ia pegar.”
“Eu sei”, concordei. “Vi você se preparando para pular.”
Ela inclinou a cabeça para o lado. “Mas você sentiu uma necessidade incontrolável de ajudar uma dama em perigo?”
“Algo assim.”
Ela avaliou minha resposta por um momento, depois voltou a atenção para a bolsa. Começou a tirar coisas – carteira, óculos de sol, viseira, um tubo de protetor solar – e as entregou para a loira para torcer a bolsa."


{Trecho Extraído do Livro: Querido John - Nicholas Sparks}

Sinopse: "Querido John" narra a história de um jovem soldado americano, John, que se apaixona por Savannah uma estudante conservadora. Quando Savannah Lynn Curtis entra em sua vida, John Tyree sabe que está pronto para começar de novo. Ele, um jovem rebelde, se alista no exército logo após terminar a escola, sem saber o que faria de sua vida. Então, durante sua licença, ele conhece Savannah, a garota de seus sonhos. A atração mútua cresce rapidamente e logo transforma-se em um tipo de amor que faz com que Savannah jure esperá-lo concluir seus deveres militares. Mas ninguém pôde prever que os atentados de 11 de Setembro pudessem mudar o mundo todo. E como muitos homens e mulheres corajosos,John deveria escolher entre seu amor por Savannah e seu país. Agora, quando ele finalmente retorna para Carolina do Norte, John descobre como o amor pode nos transformar de uma forma que jamais poderíamos imaginar.

Opinião: Acho que o grande questionamento do livro é " E Se??" Um livro de amor para os românticos de plantão... Eu gostei bastante.. a leitura é facil... leve, nada de tramas intensas e suspenses que deixam a gente de cabelo em pé... É pura e simplesmente uma linda e triste história de amor!!! Vale a pena!

Editora: Novo Conceito
Assunto: Literatura Estrangeira-Literatura
ISBN: 9788563219022
Idioma: Português
Tipo de Capa: BROCHURA
Edição: 1
Número de Páginas: 288

Início: 12/07/2010
Término: 13/07/2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

Querido John...


"Você não tem ideia o quanto os últimos dias significaram pra mim", comecei. "Conhecer você foi a melhor coisa que ja aconteceu comigo." Hesitei, sabendo que, se parasse agora, nunca seria capaz de dizer a ninguém."Eu amo você", sussurrei.
Sempre imaginei que seria difícil dizer essas palavras, mas não foi. Nunca tive certeza em toda a minha vida. E, embora esperasse ouvir as mesmas palavras de Savannah, o que mais importava era saber que o amor era meu para dar, sem condições ou expectativas."
{...}
"Quando os lábios dela tocaram os meus, soube que poderia viver cem anos e visitar o mundo todo e nada se compararia ao momento único em que beijei a mulher dos meus sonhos e sobe que meu amor duraria pra sempre"

John Tyree, personagem de Nicholas Sparks
in Querido John


"Finalmente percebi isso. Sim, vai ser difícil, mas o tempo passa rápido: vamos nos reencontrar, eu sei. Eu sinto. Assim como sinto o quanto você se importa comigo e o quanto eu te amo. Sinto no meu coração que não acabou, e que vamos superar isso. Muitos casais conseguem. E os que não conseguem é porque não têm o que nós temos"

Savannah, personagem de Nicholas Sparks
in Querido John

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Querido John...

Lendo:


O que significa amar verdadeiramente uma pessoa?
Houve um tempo em que eu achava saber a resposta: significa que eu iria pensar em Savannah mais do que em mim mesmo, e passaríamos o resto de nossas vidas juntos. Não seria difícil. Ela me disse certa vez que a chave para a felicidade é ter sonhos realizáveis, e os dela não eram nada fora do comum.
{...}
Não parece tão absurdo, certo? Quando duas pessoas se amam? Foi também o que pensei. E, enquanto uma parte de mim ainda quer acreditar que isso seja possível, sei que não vai acontecer. Quando eu for embora de novo, nunca mais vou voltar.

John Tyree, personagem de Nicholas Sparks
in Querido John