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sábado, 22 de agosto de 2009

Ishq e Mushq - Amor e Cheiro...


"— Você é a minha perfeição.

Quando viu Sarna, Karam percebeu pela primeira vez o sentido da palavra “beleza”. Ele recordava esse momento como uma pontada afiada no fundo da garganta que fez com que sua respiração parasse em algum lugar do peito e a cabeça ficasse tonta. As outras pessoas presentes testemunharam esse momento e pensaram que Karam estivesse engasgando. Ele cuspira gotas de laranja do doce de ludoo que a mãe de Sarna acabara de empurrar para ele. A borrifada voara bem na direção de Sarna, como uma chuva de confetes.

Karam sempre fora suscetível à beleza, mas via esse impulso como um gosto pela ordem. Era fascinado pela precisão. Adorava a matemática e tirava proveito da própria habilidade, extraindo enorme satisfação da precisão que ela podia invocar na sua mente em meio à incerteza que o cercava. Na casa apinhada em que cresceu, em Nairóbi, Karam superava situações difíceis subindo escadas de números na sua cabeça. À noite, em seu quarto coletivo, quando os murmúrios e os roncos dos irmãos o perturbavam, ele se recolhia ao ábaco que era a sua mente e caía no sono ao som da cantiga dos tiquetaques dos números. Quando Baoji, seu pai, apanhava a vassoura para puni-lo por algum erro, Karam começava a contar. Cada golpe na perna Karam transformava em uma conta, e construía uma equação contra a dor, de modo que, com a primeira pancada, ele pensava: “1/2 =”, e quando a segunda pancada vinha, ele usava a resposta para formular outro cálculo: “0,5 x 94 =”. No terceiro golpe, ele continuava figurando — “47²” —, e assim a conta prosseguia — “2.209 x 1.010 =” —, os números iam se multiplicando na proporção da dor e ao mesmo tempo a bloqueavam — “2.231.090 x 100 =” —, os zeros se acumulando em sua cabeça de modo a nunca saltarem num “Ai!” da sua boca.

Desse amor pelos números, se seguiu que, para Karam, o prazer estético estava na regularidade, numa tarefa bem-feita. Na chegada ou na partida de alguém exatamente na hora combinada. Na eficiência elegante do salai, longo e metálico como uma agulha de tricô, prendendo qualquer cabelo rebelde sob um turbante. Quando, pela visão de Sarna, ele sentiu o mesmo prazer intensificado, Karam entendeu que era o seu sentido de beleza que o comovia. Em Sarna, ele descobriu seu lado mais sensual. Olhou à sua volta e viu com novos olhos a curva dos galhos de uma árvore, a ventania sinuosa das nuvens, o arco na envergadura da asa de um pássaro. Viu que mesmo a menor folha de grama se inclina em direção ao sol. Ele se deu conta de que a severidade impregnara de modo não natural a sua vida: entrara em seus pensamentos, seus hábitos, até mesmo em seu sono. Ele dormira esticado e imóvel durante a maior parte da vida, o resultado inevitável de dividir uma cama com tantos irmãos. Agora, ao dormir, enroscava-se em posição fetal, ou, como uma lua nova, em forma de gancho, em volta de Sarna. Isso também era beleza.
{Trecho Extraído do Livro:Ishq e Mushq - Pryia Basil}

Sinopse: Quando Sarna Singh trocou as belas montanhas de Uganda pela Inglaterra, ela não esperava encontrar ruas decadentes e casas caindo aos pedaços. Seu marido Karam fora seduzido pela cidade de Londres. A seu companheiro pudesse visitar suas amantes inglesas. Sarna também tem um segredo, e está disposta a esconde-lo a qualquer custo ; ela seduz seu professor de inglês com seus dotes culinários para conseguir um sotaque perfeito. Com dois filhos para educar, o dinheiro é pouco, e logo ela faz visitas periódicas ao supermercado para furtar mantimentos.

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Opinião: O Livro começa na guerra de independência da Índia e conta a história de uma mulher que se casa e junto com seu marido buscam um vida melhor. Os dois guardam segredos que preferem não partilhar... A história é romântica mostra que as vezes erramos por amor e tentamos nos redimir... E mostra que sempre existem novos caminhos que podemos escolher...

Editora: Nova Fronteira
Assunto: Literatura Estrangeira-Romances
ISBN: 9788520920824
Idioma: Português
Tipo de Capa: BROCHURA
Edição: 1
Número de Páginas: 461

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Ishq e Mushq - Amor e Cheiro

"Dizer a verdade, embora demande muito resforço, não é o bastante para mudar as coisas. A mudança só se realiza pela prática da verdade."

{p. 380}
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Ishq e Mushq - Amor e Cheiro


"{...} símbolos deveriam ser descartáveis, pois, seja o que for que esteja por trás dele; idéias, crenças, sentimentos; isso é o que deve ser capaz de resistir."

{p.273}

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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Ishq e Mushq - Amor e Cheiro

"Qualquer situação com a qual nos acostumamos pode muito rapidamente se transformar em hábito."

{p. 100}
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Ishq e Mushq - Amor e Cheiro


"Há respostas vindo de todo o lado, todo lado.
Mas o caminho para encontrar a resposta certa está deste lado, deste lado...
E ele apontava para o coração da pessoa com quem estivesse falando."

{p. 53}
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ishq e Mushq - Amor e Cheiro

Próxima Leitura:

'Existem apenas duas coisas que não podemos esconder:
Ishq e mushq. Amor e cheiro'.






"Quando Sarna Singh trocou Uganda pela Inglaterra, ela não esperava encontrar ruas decadentes. Seu marido fora seduzido pela cidade de Londres. A mulher, entretanto, está convencida de que eles se mudaram para que seu companheiro pudesse visitar suas amantes inglesas. Sarna também está atormentada por um erro que cometera quando jovem, ainda na Índia. Para afastar as memórias indesejadas, ela cozinha sem parar, adoçando seus pensamentos com açúcar ou sufocando-os com o tempero mais forte que possui. Quando ela recebe uma inesperada carta, seu equilíbrio cai por terra. A carta traz um ultimato que ela não pode ignorar. Priya Basil explora com paixão as complexidades da vaidade e do amor. Seu envolvente retrato das adversidades da família Singh contém verdades universais sobre cada um de nós.

“Priya Basil é uma das mais talentosas escritoras de língua inglesa que já surgiram nos últimos tempos. É bom prestar atenção nesse nome.” — The Guardian
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