quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A Jóia de Medina...

Minha nova aquisição...rs

"Venha comigo pra uma viagem a outro tempo e lugar. Um mundo exótico, severo, repleto de açafrão e lutas de espadas. De nômades que vivem no deserto, em cabanas feitas com couro de camelo. De caravanas carregadas de tapetes persas e olíbano. Um mundo de túnicas coloridas e esvoaçantes, olhos escurecidos com khol e braços perfumados com hena."

{página: 7}

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A Princesa Leal

Lendo:


"Desde que tinha 3 anos de idade fui prometida em casamento ao príncipe Arthur, filho do rei Henrique da Inglaterra, e quando completar 15 anos vaiajarei para esse país em um belo navio com a minha bandeira adejando no topo do mastro, e serei sua mulher, depois sua rainha. O país dele é rico e fértil - repleto de fontes e do som da água jorrando, cheio de frutas e perfumados com flores; e será o meu país, vou cuidar dele. Tudo isso foi combinado quase desde o meu nascimento, eu sempre soube o que seria; e apesar de lamentar deixar minha mãe e minha casa, nasci princesa, destinada a ser rainha, e sei o meu dever.

Sou uma criança de convicções absolutas. Sei que serei rainha da Inglaterra porque é a vontade de Deus, e é o que minha mãe ordena. E acredito, assim como acreditam todos em meu mundo, que Deus e minha mãe, são em geral, a mesma mente; e a sua vontade é sempre cumprida."

{Página: 12}

Catarina de Aragão, personagem de Philippa Gregory
in
A Princesa Leal

domingo, 7 de agosto de 2011

A Irmã de Ana Bolena...


Outono de 1526
Retornamos a Londres, Greenwich, um dos palácios mais queridos do rei, e ainda sim seu humor não melhorou. Ele passava grande parte do tempo com clérigos e conselheiros. Alguns achavam que estava preparando um novo livro, outro estudo de teologia. Mas eu, que tinha que ficar com ele na maioria das noites, enquanto escrevia e lia, sabia que estava lutando com as palavras da Bíblia, lutando para saber se era a vontade de Deus um homem casar-se com esposa de seu irmão - portanto gostar dela - ou se era a vontade de Deus um homem rejeitar a viúva de seu irmão - pois olhar para ela com desejo era envergonhar o seu irmão. Deus, nessa situação, era ambiguo. Diferentes passagens da Bíblia diziam coisas diferentes. Seria necessário um colégio inteiro de teólogos para decidir qual teria a precedência.
Para mim, parecia óbvio que um homem pudesse desposar a viúva de seu irmão, de modo que os filhos de seu irmão pudessem ser criados em um lar divino e uma boa mulher bem cuidada. Graças a Deus não me arrisquei a dar essa opinião nos concílios noturnos de Henrique. Havia homens discutindo em grego e latim, voltando a textos originais, consultando os pais da Igreja. A última coisa que queriam era o bom senso de uma jovem extraordinariamente comum.
Eu não era útil para ele. Não podia ser útil para ele. Era Ana que tinha o cérebro de que ele precisava, só Ana tinha a capacidade de transformar um emaranhado teológico em piada e fazê-lo rir, mesmo quando ele quebrava a cabeça para decifrá-lo.
Caminhavam juntos todos as tardes, a mão dela em seu braço, suas abeças tão próximas como a de dois conspiradores. Pareciam amantes, mas quando me deixava ficar do seu lado, ouvia Ana dizer: "Sim, mas São Paulo é bem claro a esse respeito..." E Henrique replicava : "Acha que é isso que ele quer dizer? Sempre achei que se referia a outra passagem."
George e eu caminhávamos atrás deles, aias maleáveis, e eu via quando Ana apertava o braço de Henrique para esclarecer um ponto ou sacudia a cabeça discordando."
{Trecho do Livro: A Irmã de Ana Bolena - Philippa Gregory}

Sinopse: A história de duas irmãs competindo por um grande prêmio: o amor de um rei. Rivalidades, intrigas e paixão se misturam neste envolvente romance da inglesa Philippa Gregory, "A Irmã de Ana Bolena".
Aos 14 anos a inocente Maria Bolena, sua irmã mais nova Ana e o irmão George chegam à corte. À época, as grandes famílias aristocratas habitavam os arredores do palácio real e ter uma mulher de sua prole nas proximidades do leito do soberano era garantia de ascensão social. A doçura e beleza de Maria chamam a atenção de Henrique VIII, soberano da dinastia Tudor na Inglaterra entre 1509 e 1547, lembrado no imaginário popular por sua fama de conquistador - ao longo de sua vida, foi casado com seis mulheres, além das inúmeras amantes que mantinha em sua corte.Encantada com a atenção do rei, Maria se apaixona pelo nobre e pelo papel não-oficial de rainha. Como nova amante de Henrique VIII sua aventura amorosa é amplamente incentivada pelos irmãos e o relacionamento se estende por anos, gerando dois filhos, inclusive um homem. Entretanto, toda a família Bolena está envolvida em uma intriga ainda maior: a dissolução do casamento do soberano com Catarina de Aragão.

Opinião: Empolgante!!!! Ascenção e queda da mulher que fez um rei mudar a história de seu povo.. Eu particularmente sou fã da história de Ana Bolena... E Amo a corte dos Tudor, o período em que a história foi mudada... As irmãs Bolena lutam pelo amor do Rei, mas é Ana que consegue sua atenção... Muito bem contado... eu amei esse livro
Editora: Record
Assunto: Literatura Estrangeira
ISBN:
9788501073693
Idioma: Português
Tipo de Capa: BROCHURA
Edição: 1
Número de Páginas: 626
Início: 31/07/2011
Término:
07/08/2011

sábado, 6 de agosto de 2011

Sobre Livros...


"Livro.
Uma palavra tão pequena e simples, mas com poder suficiente para moldar o mundo."

{DarkWriterBr}

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A Irmã de Ana Bolena...


"- Não, tio, lamento, mas não posso fazer isso. - Encarei seu olhar tão aguçado quanto o de um falcão, seus olhos escuros a que nada escapava. - Amo a rainha. Ela é uma grande dama e não posso traí-la. Não posso tomar o seu lugar. Não posso enxotá-la e assumir o lugar da rainha da Inglaterra. Seria subverter a ordem das coisas. Não me atreveria a fazer isso. Não posso.

Ele me deu aquele seu sorriso lupino.

- Estamos fazendo uma nova ordem - disse ele. - Um novo mundo. Fala-se do fim da autoridade do Papa, o mapa da França e da Espanha está sendo refeito. Tudo está mudando, e aqui estamos nós, bem na vanguarda da mudança.

- E se me recuso? - perguntei, com a voz fraca.

Lançou-me seu sorriso mais cínico, que deixava seus olhos frios feito carvão molhado.

- Não vai recusar - replicou simplesmente. - O mundo não mudou tanto assim, ainda. Os homens continuam a dar as ordens."

{página: 178}

Maria Bolena e Thomas Howard personagens de Philippa Gregory
in A Irmã de Ana Bolena.