terça-feira, 31 de março de 2009

Orgulho e Preconceito...


"- Grande parte das vezes é a própria vaidade que nos ilude. - disse Jane - Para as mulheres, a admiração de que elas crêem no objeto significa mais do que aquilo que de fato se trata.- E são os homens que se encarregam de as convencer. - disse Elizabeth.- Se é propositalmente que o fazem, não têm desculpa; mas não creio que no mundo haja tanta duplicidade, como a maioria das pessoas pretende fazer acreditar.- Estou longe de atribuir à duplicidade alguma faceta do comportamento de Sr. Bingley; mas o que é certo é que, mesmo sem se planejar fazer o mal ou tornar outros infelizes, pode-se criar situações de equívoco e de sofrimento. Refiro-me à inconsistência, à falta de atenção para com os sentimentos dos outros e à falta de poder de resolução."
{...}
Readquirida a tranqüilidade de espírito, e com ela seu bom humor, Elizabeth exigiu do Sr. Darcy que lhe contasse como se apaixonara por ela.- Como começou? - disse ela. - Compreendo que tenha progredido gradualmente, após o primeiro passo; mas o que foi que o impulsionou?- Não posso determinar a hora ou o lugar, o olhar ou as palavras que alicerçaram o meu amor. Já estava no meio e ainda não sabia que tinha começado.
{...}
- Por que razão se mostrou tão tímido comigo na primeira vez que nos visitou e, depois, quando aqui jantou? E sobretudo, por que conservava uma atitude tão distante e fria?- Porque também você se mantinha grave e silenciosa e não me deu nenhum encorajamento.- Mas eu estava embaraçada.- E eu também.- Podia ter procurado conversar mais comigo, quando veio jantar.- Um homem menos apaixonado que eu talvez o tivesse feito."


{Trecho Extraído do Livro: Orgulho e Preconceito – Jane Austen}

Sinopse:
Em Orgulho e Preconceito Jane Austen pintou um quadro notável da vida provincial inglesa. Seu olhar lúcido não deixou escapar nada, nenhuma fraqueza ou presunção dessa gente que ela conhecia tão bem. A mediocridade das atitudes, o ridículo dos hábitos, a vaidade e a tolice que separavam burgueses e nobres, todos esses aspectos que ela retratou com maestria.Figura exponencial da literatura inglesa, Jane Austen é considerada um dos principais elementos criadores do romance inglês. Seus livros atravessaram os anos com assombrosa vitalidade, e as sucessivas reedições em todo o mundo são a melhor prova disso. As recentes adaptações para o cinema de suas histórias levaram a um grande público a exata noção de trama bem construída, humor cáustico e engenharia de personalidades, como a heroína Elizabeth, que numa disputa com Mr. Darcy encontrou o amor e um entendimento maior de suas próprias emoções.
...
Quem gosta de uma boa leitura, com certeza gosta desse livro... O que falar de Jane Austen (sou mais que supeita)... Ele descreve com primor os costumes da época e me fez querer, muitas vezes, ser amiga de Elizabeth Bennet. E quem não quer um Mr. Darcy???

segunda-feira, 30 de março de 2009

Livro Novo é Assim...


Pega Nele.
Olha a capa. Vira e Revira para ver a contra-capa e a lombada. Passa os dedos suavemente pela capa, como que a acariciar um objeto religioso.
Abre-o.
Começa a ler as primeiras páginas. Vê o nome do autor, os agradecimentos, a edição e o nome na lingua original, as descrições da capa. Cheira as páginas.Inala com os olhos fechados o aroma a livro novo. Um cheiro diferente de livro para livro, mas no entanto tão igual, tão cativante. Um cheiro a papel e cola capaz de evocar aventuras e lágrimas, personagens e lugares, autores e situações. Continua a folhear.
Capitulo um, ou Prólogo, ou citações. Independentemente do modo como começa, as primeiras linhas atraem o leitor como um íman. Lembram-lhe o que passou e incitam-no a saber o que virá.

A leitura é a essência que nos preenche a alma, que nos conforta o coração e que nos transporta para outros mundos, épocas ou situações. Ler não é apenas passar o tempo.É amar, sentir, odiar, chorar com as personagens, viver o que eles vivem, até chegar à palavra "Fim" para ficar com pena de ter terminado. Apesar de tudo terminar um livro pode ser um alívio ou uma tristeza. Mas todos eles deixam algo em nós, e com todos crescemos mais um bocadinho. Receber um novo livro é isto. É um "novo começar" que se repete. É um ciclo que se inicia não do zero, mas como continuação do anterior. É abraçar a diversidade e ultrapassar barreiras. É rir, chorar, amar. É conhecer o mundo, que por vezes parece tão inacessível. No fundo, é viver.

Fecha o livro e ao coloca-o na prateleira, sorri. Ao virar as costas, caminhando agora mais seguro de si pensa: - Este valeu a pena!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Um Dia Especial...


"Não poderia ter havido dois corações tão sinceros,
nem gostos tão semelhantes,
nem sentimentos mais uníssono,
ou rostos tão amados."


{Persuasão - Jane Austen - p.55}
...

quinta-feira, 26 de março de 2009

Os Saltimbancos Sagrados...


"Amar nem sempre, mas para sempre". É um dos ditados da minha mãe e toda a minha vida essa foi a história do meu coração. {...} Amor pela minha mãe. Amor pelos meus amigos. O sombrio e complexo amor de uma mulher por um homem.Quando Fleur nasceu, entretanto, tudo mudou. Um homem que nunca viu o oceano pode achar que o compreende, mas ele só pensa no que conhece, imagina uma grande extensão de água, maior do que um poço, maior do que um lago. A realidade, porém, está além da imaginação. Os cheiros, os sons, as angústias e as alegrias que não se comparam com experiências anteriores. Assim era Fleur. Nunca, desde o meu décimo terceiro verão, tive uma percepção como essa. Desde o primeiro instante qm que Mère Marie me entregou Fleur para mamar, eu soube que o mundo havia mudado. Eu tinha vivido sozinha e não sabia. Tinha viajado, lutado, sofrido, dançado, fornicado, amado, odiado, lamentado e triunfando sozinha, vivendo como um animal, dia após dia, sem me importar com nada, sem desejar nada, sem temer nada. Subitamente, tudo mudou: Fleur tinha vindo ao mundo. Eu era mãe."


{Trecho Extraído do Livro: Os Saltimbancos Sagrados - Joanne Harris}

Sinopse:
Ambientada na França do século XVII, tendo como pano de fundo a Inquisição, esta é a história de Juliette, ex-atriz e equilibrista, que é forçada pelas circunstâncias a abandonar sua vida de viagens e procurar refúgio entre as freiras da remota abadia de Sainte Marie-de-la-Mer, localizada numa ilha isolada. Rebatizada como Soeur Auguste, Juliette consegue criar uma nova vida para ela e para sua filha, a pequena Fleur, sob a tutela da bondosa abadessa. Os tempos, entretanto, estão mudando. O assassino do rei Henrique IV provoca uma profunda revolta social e política, que logo atinge aquela remota comunidade. Após a morte da velha abadessa, outra religiosa é indicada para o cargo e Juliette vê sua vida confortável começar a se desfazer. A nova encarregada da abadia é Isabelle, uma menina de onze anos, filha de uma família nobre e corrupta. E para piorar a situação, a garota traz consigo um fantasma do passado de Juliette, Guy LeMerle, um homem capaz de destruir a vida de todos que cruzam seu caminho. Fazendo-se passar por um clérigo, LeMerle logo começa a manipular as freiras para que ajam de acordo com seus interesses. À medida que segredos, paixões e pequenas rivalidades culminam em assassinato, Juliette e LeMerle travam um jogo mortal de inteligência, determinação, amor e ódio, cujo preço pode ser a vida de ambos.
...
É um livro bem ambientado... Mostra a luta dos personagens principais que se enfrentam em um jogo de astucia e inteligencica... Muito bem escrito e de leitura bem facil e agradavel.

Editora: Rocco
Assunto: Literatura Estrangeira
ISBN: 8532520081
Idioma: Português
Tipo de Capa: BROCHURA
Edição: 1
Número de Páginas: 320

quarta-feira, 25 de março de 2009