domingo, 28 de março de 2010

Os Senhores do Arco...


"Eu trouxe os lobos a esta planície, olkhun'ut e keirates. Trouxe merkites e jajirates, oirtates e naimames. Woyelas vieram aqui, tuvanes, uigures e uriankhai. - Enquanto citava cada grupo, havia uma agitação no local onde eles estava,. Notou como permaneciam juntos mesmo naquela noite. Não seria uma assimilação fácil para aqueles que tinham a honra tribal acima dor resto. Não importava, disse a sim mesmo. Gêngis ergueria os olhares daqueles homens mais para o alto. Sua memória era impecável enquanto citava cada tribo que havia se juntado para se juntar a ele à sombra da montanha preta. Não deixou nenhum de fora, sabendo que a omissão seria notada e lembrada.
"Mais: convoquei aqueles que não tinham tribo - continuou - mas ainda possuiam honra e atendiam ao chamado do sangue. Eles cavalgaram até nós com confiança. E digo a todos vocês: não existem tribos sob o pau céu. Existe apenas uma nação mongol, e ela começa esta noite, neste lugar.
{...}

Com dedos ágeis, Gêngis amarrou a ponta do último rabo de cavalo e cravou a base da vara na madeira a seus pés. A brisa bateu no estandarte colorido, de modo que os rabos chicotearam e se retorceram como se estivessem vivos.
- Eu amarrei as cores - gritou ele. - Quando todas estiverem desbotadas e brancas, não haverá diferença entre elas. Serão o estandarte de uma nação.
Aos seus pés, os oficiais levantaram as espadas e a horda reagiu, apanhada no clima do momento. Milhares de armas golpearam o céu e Gêngis assentiu, fascinado. Demorou um longo tempo para o barulho terminar, mas ele levantou a mão ao bater no ar.
- O juramento que vocês farão nos une, irmãos. No entanto, não é mais forte que o sangue que já nos une. Ajoelhem-se diante de mim."

{Trecho Extraído do Livro: Os Senhores do Arco - Conn Iggulden}

Sinopse: O grande Khan nasceu nas planícies da Ásia Central para unir as tribos mongóis divididas pela guerra. O maior dos guerreiros deseja criar uma nova nação nas planícies e montanhas da Mongólia. E contará com seus irmãos Kachiun e Khasar e seus valentes e disciplinados guerreiros para conquistar as ricas cidades do império Jin. Para atingir seus objetivos, ele precisa destruir o antigo inimigo, que manteve seu povo dividido, atacar suas fortalezas e cidades muradas e encontrar uma maneira de combatê-lo, enquanto lida com seus generais indomáveis, irmãos ambiciosos e os filhos crescendo.

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Opinião: Sou fã dessa saga, as batalhas são muito bem descritas. Estamos acostumadas a ler sobre Gengis Khan como um "selvagem" e nessa série vemos o homem por tras do guerreiro. Costumes, tradições e muito sangue...rs
Vale a pena!

Editora: Record
Assunto: Literatura Estrangeira
ISBN: 8501082430
Idioma: Português
Tipo de Capa: BROCHURA
Edição: 1
Número de Paginas: 416

Início: 25/03/2010
Término: 26/03/2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sobre Livros...


"Os livros não são montes de papel.
São mentes em estantes."

{O Segredo das Coisas Perdidas - Sheridan Hay}

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quinta-feira, 25 de março de 2010

O Lobo das Planicies...


“- Nós alimentamos o solo com nosso sangue, com nossa rixa interminável – disse, depois de um tempo. – Sempre fizemos isso, o que não significa que devamos fazer sempre. Eu mostrei que uma tribo pode vir dos quirai, dos lobos, dos woyela, dos naimanes. Somos um povo, Arslan. Quando tivermos forças suficiente, eu farei com que eles venham a mim, ou vou derrubá-los um a um. Somos mongóis, Arslan. Somos o povo de prata, e um cã pode liderar todos nós.

- Você está bêbado ou sonhando – respondeu Arslan, ignorando o desconforto do filho. – O que o faz pensar que eles vão aceitá-lo?

- Eu sou a terra. E a terra não vê diferença nas famílias de nosso povo. – Temujin olhou de um para o outro. – Não Peço sua lealdade, Vocês me deram isso com seu juramento, e ele os obriga até a morte. Pode ser que todos sejamos mortos na tentativa, mas vocês não são os homens que acho que são, se isso os impedir. – Ele deu um risinho consigo mesmo por um momento, apertando os olhos com os dedos, com o cansaço piorado pelo calor.

"Uma vez escalei para pegar um filhote de águia. Poderia ter ficado no chão, mas o prêmio valia o risco. Por acaso eram dois, de modo que tive mais sorte do que havia esperado." – Seu riso pareceu amargo, mas ele não explicou. Deu um tapa no ombro do pai e do filho.

"Agora parem de discutir e escalem comigo.” – Ele parou por um momento para ver como os dois recebiam suas palavras, depois retornou para a neve fria, para encontrar um local onde dormir.”

{Trecho Extraído do Livro: O Lobo das Planícies – Conn Iggulden}

Sinopse:
Temujin tinha apenas 11 anos quando seu pai foi morto. Filho do líder da tribo, o menino foi então abandonado, e começou a vagar pelas planícies.Em pouco tempo, Temujin dominava o arco-e-flecha, demonstrando grande habilidade com armas. Ao reunir outros excluídos como ele, logo Temujin conquistaria diversas tribos.A grande jornada apenas começava, um novo imperador estava nascendo: Gêngis Khan.O lobo das planícies é o primeiro volume da série O conquistador, que recria a saga do imperador mongol Gêngis Khan e de seus descendentes.

Ver mais aqui: O Lobo das Planícies
((Lido em 2009))


Opinião: O primeiro livro da série é muito bom. Mostra bem como foi a asecensão do menino que vira rei de seu povo. Altamente recomendado!

Editora: Record
Assunto: Literatura Estrangeira
ISBN: 8501079626
Idioma: Português
Tipo de Capa: BROCHURA
Edição: 1
Número de Páginas: 420

terça-feira, 23 de março de 2010

A Mulher do Viajante do Tempo...


“Henry: estou na Campina, esperando. Espero um pouco longe da clareira, nu, porque as roupas que Clare mantém para mim em uma caixa não estão lá; a caixa também não está lá, e sou grato por esta ser uma bela tarde, talvez no início de setembro, em um ano não identificado.
{}

Clare está contente, absorta. Ela deve ter seis anos, e se estamos em setembro ela deve ter acabado de começar a primeira série. Ela obviamente não espera por mim, sou um estranho, e estou certo que a primeira coisa que se aprende na primeira série é não dar confiança para estranhos que aparecem nus no seu local secreto favorito e sabem seu nome e lhe dizem para não contar nada à mamãe e ao papai. Imagino se este é o dia em que nos encontramos pela primeira vez.
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“Henry!” Quase não consigo evitar enlaçá-lo em meus braços. É óbvio que ele nunca me viu antes em sua vida.

“Nós nos conhecemos? Desculpe, eu não…”
{}

Eu tento explicar. “Sou Clare Abshire, eu o conheci quando era uma garotinha…” Estou perdida porque estou apaixonada por um homem que está parado à minha frente, sem nenhuma lembrança a meu respeito. Tudo está no futuro para ele. Sinto vontade de rir da estranheza de tudo isto, estou inundada de conhecimentos sobre Henry, enquanto ele me olha perplexo e temeroso. "

{Trecho Extraído do Livro: A Mulher do Viajante no Tempo - Audrey Niffenegger}

Sinopse: Conta a história do casal Henry e Clare. Quando os dois se conhecem Henry tem 28 anos e Clare, vinte. Ele é um moderno bibliotecário; ela, uma linda estudante de arte. Os dois se apaixonam, se casam e passam a perseguir os objetivos comuns à maioria dos casais: filhos, bons amigos, um trabalho gratificante. Mas o seu casamento nunca poderá ser normal.
Henry sofre de um distúrbio genético raro e de tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás, e ele então é capaz de viajar no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro.
Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação.
Em A Mulher do Viajante do Tempo, a autora mostra com muita sensibilidade, inteligência e bom humor que o verdadeiro amor é capaz de transpor todas as barreiras ? inclusive a mais implacável de todas: o tempo.



Opinião: Foi um dos ivros mais rápidos que ja li (levei apensas 2 dias), simplesmente nao conseguia parar de ler... A Mulher do Viajante no Tempo’’, consegue mexer de um jeito bem especial. A maneira com que a autora descreveas viagens no tempo de Henry são lindas! Um livro muito dece e apaixonante. Uma pena a tradução do título no filme ter sido diferente.
Prepare lencinhos, pois não será fácil segurar lágrimas.


Editora: Objetiva
Assunto: Literatura Estrangeira-Romances
ISBN: 9788560280407
Idioma: Português
Tipo de Capa: BROCHURA
Edição: 1
Número de Páginas: 456
Início: 22/03/2010
Término: 23/03/2010

segunda-feira, 22 de março de 2010

A Mulher do Viajante do Tempo...


"- Henry, de que você tem medo?
A pergunta me surpreende, e tenho de pensar a respeito.
- Frio - digo. - Tenho medo do inverno. Tenho medo da polícia. Tenho medo de viajar para um lugar e tempo errados e ser atropelado por um carro ou ser espancado. Ou encalhar no tempo, e não conseguir voltar. Tenho medo de perder você.
Clare sorri.
- Como você poderia me perder? Não vou a lugar nenhum.
- Tenho medo de que você se canse de não poder contar comigo para nada e me largue.
Clare põe de lado o caderno de desenho. Eu me sento.
- Nunca vou largar você. - diz."

{página: 96}

Clare e Henry, personagens de Audrey Niffenegger
in A Mulher do Viajante no Tempo.

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